Existe um mistério em você... em nós... uma névoa densa em nossos labirintos, que a cada passo, me leva a adentrar cada vez mais em ti .
Existe uma força grave centralizada em você, que me puxa, me atrai... e se tento fugir ela me toma, e me lança em teu braços, me enlaça em abraços, afagos, e apaga os traços de dúvida, e medo.
Existe uma dor prazerosa em teus lábios... um toque de esquecimento, e aquecimento do peito, da alma...
Não existe calma em tuas curvas, só desejo e urgência... que atropela os passos, e torna imediato qualquer plano nosso.
Não existe entendimento, ou remédio pra tais sintomas... não me venham com antídotos, ou antíteses... com pílulas, ou desculpas... não quero nada além das metáforas sintomáticas dos que sofrem, dos que riem, dos que vivem, e não se arrependem.
Quero mordidas carinhosas, e beijos dolorosos. Quero o pulsar da carne, e o vermelho intenso do sangue dos amantes.
Não, não quero que essa febre melhore. Quero arder, faço questão.
Quero sentir o sabor de cada batida ínfima do teu coração.
É amor... e se é amor, não quero salvação. Desse mal... faço questão de morrer!
Journal
domingo, 19 de maio de 2013
Meu Universo
Existe um mistério em você... em nós... uma névoa densa em nossos labirintos, que a cada passo, me leva a adentrar cada vez mais em ti .
Existe uma força grave centralizada em você, que me puxa, me atrai... e se tento fugir ela me toma, e me lança em teu braços, me enlaça em abraços, afagos, e apaga os traços de dúvida, e medo.
Existe uma dor prazerosa em teus lábios... um toque de esquecimento, e aquecimento do peito, da alma...
Não existe calma em tuas curvas, só desejo e urgência... que atropela os passos, e torna imediato qualquer plano nosso.
Não existe entendimento, ou remédio pra tais sintomas... não me venham com antídotos, ou antíteses... com pílulas, ou desculpas... não quero nada além das metáforas sintomáticas dos que sofrem, dos que riem, dos que vivem, e não se arrependem.
Quero mordidas carinhosas, e beijos dolorosos. Quero o pulsar da carne, e o vermelho intenso do sangue dos amantes.
Não, não quero que essa febre melhore. Quero arder, faço questão.
Quero sentir o sabor de cada batida ínfima do teu coração.
É amor... e se é amor, não quero salvação. Desse mal... faço questão de morrer!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Amor Perfeito
Acho incrível como todo mundo sempre tem uma definição do amor ideal. "O amor perfeito é aquele que te tira do chão, e te embala nas nuvens." "Amor é quando existe perfeita sintonia de corpos, pensamentos, e vontades." "Amor não se envaidece." "Amor não é paixão." Amor isso, amor aquilo... Só é amor se for assim, só é amor se for assado. É um saco essa padronização toda do amor! O amor é meu, quem sente sou eu, e quem sabe do que ele vive sou eu.
Meu amor vive de brigas por coisas bestas, e de reconciliações memoráveis. Ele aumenta quando eu acordo, quando eu durmo, e mais ainda no meio tempo.
Meu amor detesta a rotina dos amores normais, e se regozija em ser diferente. Ele é egoísta, ciumento, possessivo, e tempestuoso, mas tem a pureza do amor de uma criança.
Meu amor não funciona com receitas pré-prontas de como amar direito. Ele ama direito, e esquerdo, e ama porque ama, e não quer saber se pra amar tem que ser altruísta, e corajoso, e blá blá blá. Ele é como é, e ai de quem disser que ele não é por não ser assim. É amor mesmo quando não é. Mesmo quando é paixão, ou ilusão, ou dor. É amor e é meu.
Meu amor não é como todos os amores já vistos ou sentidos. Ele é único, e bobo, e mágico, e estranho, e doloroso, e divertido, e gigantesco, e briguento, e intenso, e meu, e nosso, e imperfeito, e perfeito.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Fim da Ilusão
Eu amo o formato das suas mãos. A forma como tudo o que eu sou pode caber dentro delas é assustador, e magnífico. Eu amo como suas mãos tocam minha pele, e minha alma com uma delicadeza que só o amor tem. Essas mesmas mãos que me estapeiam quando digo besteira, me acariciam, e confortam.
Eu amo a forma que seu cabelo cai no rosto, eu te deixam com um ar de criança levada. Com uma carinha de que quer carinho mesmo depois de destruir meu canteiro de flores.
Eu amo cada sarda do seu rosto. Elas são como uma constelação, dando direção ao meu caminho.
Eu amo o seu sorriso infantil, que tem sempre muito de mulher, e toda vez que abre um sorriso todo o resto esvanece como se nunca nem tivesse existido.
Amo todas as possibilidades dos seus gestos, e sinais. Amo divagar sobre como você será quando tivermos nossos sessenta e tantos. Amo você em tantas maneiras que nem cabem mais em mim.
Amo a sua boca, seu beijo, mas odeio o silêncio que encobre as palavras que não saem dela. Ultimamente tenho odiado também as palavras que fogem, e me atravessam, me ferem sem piedade.
Mas mais do que todas as palavras e silêncios, odeio os seus olhos. Odeio a forma como você me vê. Odeio mais ainda quem eu sou pra você.
domingo, 9 de setembro de 2012
Não gostei do texto. Não darei um título.
Há 24 horas não a vejo, mas poderiam ser 24 dias, semanas, meses, anos, que a dor me parece a mesma.
Eu ando meio bloqueada pra escrever, ultimamente. Atribuo isso à felicidade, porque felicidade demais deixa a gente idiota, e a gente não pensa em se matar, ou em matar ninguém. A gente só pensa em viver, e sorrir, e cantar, e ninguém quer ler sobre isso. Felicidade é chata pra quem não a está sentindo. Interessante mesmo é o sofrimento, e de preferência, o sofrimento alheio. Quem em sã consciência vai querer ler sobre quantas vezes eu penso nela ao dia? Ou sobre quantas vezes o meu coração aperta pra não me deixar esquecer dela um segundo sequer? Sobre como eu decorei a voz dela, as sardas, a gargalhada, o perfume, o olhar, o sorriso... Não! Definitivamente ninguém quer ler sobre isso.
Então vou escrever sobre a dor do vazio gritante que fica em mim quando ela não está. Vou escrever sobre o medo absurdo de perdê-la, que consome minha sanidade aos poucos. Sobre a vontade que tenho de desistir, às vezes. Desistir de respirar, porque respirar só serve se for o mesmo ar que ela respira, e eu tenho tanto medo de um dia ter de aprender a respirar sem ela, que sinto uma louca vontade de deixar de respirar de vez. É como se eu precisasse morrer antes de ter que viver sem ela. É absurdo, e assustador, principalmente pra mim.
É como se passasse uma vida comendo restos, e de repente tivesse um banquete na sua frente. Você tem medo de comer rápido, e acabar com tudo de uma vez, mas também entra em pânico ao pensar em comer devagar, e tudo estragar. É desesperador amar tanto alguém assim, mas confesso que não gostaria que fosse diferente. Gosto do desespero. Não sei ser simples, ou comum. Gosto de intensidade, de sentir que é verdadeiro.
A dor de cotovelo constante, o coração sempre prestes a sair sambando do peito como rainha de bateria, borboletas no estômago que parecem querer se libertar, mas não conseguem, e o choro preso na garganta, parecem tortura, mas não. É amor. É amor quando ela está aqui, e quando não está. Mesmo quando dói, é amor. Mas não mudaria uma coisinha sequer, afinal, a gente precisa suportar uns espinhos quando se quer cuidar de uma rosa.
domingo, 11 de março de 2012

Ando me perguntando como vivi minha vida toda sem esperar por você, sem amar você, sem querer você, porque agora isso tudo me parece tão natural quanto respirar. E até respirar me lembra de que você também respira, e isso me dá saudade. E a saudade dói. Dói tanto que não consigo mais respirar, e lembro que respirar não é mais a mesma coisa sem você aqui, disseminando seu perfume perfeito, que transforma tudo em felicidade.
Você é tudo o que de mais perfeito existe em mim, e eu não mais consigo ser eu, sem ser você.
Não adianta me pedir pra não viver mais você, porque não existe mais vida sem você. Não existe mais nada antes de você, como não existirá depois.
Você é tudo o que eu quero, e como não ter você é o que me resta, viverei sua ausência, então.
quarta-feira, 7 de março de 2012
O Ponto Antes da Frase
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Era uma vez...

Era uma vez, uma menininha ingênua, com mania de se entregar fácil demais, e de querer demais também.
Ela achava o mundo um lugar bonito, e julgava as pessoas como potencialmente boas, em sua totalidade.
Acreditava em anjos, e em uma força maior que tudo, que movia o mundo e sua beleza, e que tocava as pessoas, aflorando sua bondade. Uma força chamada amor.
E ela era feliz! Feliz por estar viva, e por poder vivenciar algo tão mágico.
Essa menininha não entendia o ódio, a indiferença, e o rancor entre as pessoas.
Ela desejava abraçar o mundo, e guardar as pessoas que sofrem dentro do peito, num lugar quentinho do coração.
Ela sonhava em abrandar as dores, alimentar as almas, e destruir essa maldade gratuita disseminada como a coisa mais natural.
Ela não podia aceitar um mundo onde a dureza do coração é invejada, e o altruísmo é desacreditado.
Mas essa menininha foi crescendo, e foi descobrindo lágrima por lágrima, que tudo não passava de uma ideia romântica, e que a maioria das pessoas a achava idiota por pensar assim, e a incentivava a mudar tudo o que ela é, pra se adaptar, pra sobreviver nesse mundo caótico, onde os fortes são os que sentem menos, os que se importam menos.
Um mundo onde o cinismo reina, e todo mundo finge ser melhor do que é, mas na verdade tá morto, e podre por dentro.
Um mundo onde a bondade é explorada e tratada como fraqueza, e a maldade recompensada.
Essa menininha foi morrendo um pouquinho a cada dia, mas ainda estava consciente. E assim ela foi se tornando mais um desses zumbis, cheios de dor e agonia.
Foi descobrindo que sobreviver sem uma postura correta, e uma visão que é considerada romântica do mundo, é muito mais sábio e aceitável do que ter orgulho de quem se é, e não sentir nojo ao olhar o reflexo no espelho.
Ela definhou, e sufocou nos sonhos frustrados e nas esperanças vazias, de que tudo vai acabar bem...
FIM
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