quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Amor Perfeito

Acho incrível como todo mundo sempre tem uma definição do amor ideal. "O amor perfeito é aquele que te tira do chão, e te embala nas nuvens." "Amor é quando existe perfeita sintonia de corpos, pensamentos, e vontades." "Amor não se envaidece." "Amor não é paixão." Amor isso, amor aquilo... Só é amor se for assim, só é amor se for assado. É um saco essa padronização toda do amor! O amor é meu, quem sente sou eu, e quem sabe do que ele vive sou eu. Meu amor vive de brigas por coisas bestas, e de reconciliações memoráveis. Ele aumenta quando eu acordo, quando eu durmo, e mais ainda no meio tempo. Meu amor detesta a rotina dos amores normais, e se regozija em ser diferente. Ele é egoísta, ciumento, possessivo, e tempestuoso, mas tem a pureza do amor de uma criança. Meu amor não funciona com receitas pré-prontas de como amar direito. Ele ama direito, e esquerdo, e ama porque ama, e não quer saber se pra amar tem que ser altruísta, e corajoso, e blá blá blá. Ele é como é, e ai de quem disser que ele não é por não ser assim. É amor mesmo quando não é. Mesmo quando é paixão, ou ilusão, ou dor. É amor e é meu. Meu amor não é como todos os amores já vistos ou sentidos. Ele é único, e bobo, e mágico, e estranho, e doloroso, e divertido, e gigantesco, e briguento, e intenso, e meu, e nosso, e imperfeito, e perfeito.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Fim da Ilusão

Eu amo o formato das suas mãos. A forma como tudo o que eu sou pode caber dentro delas é assustador, e magnífico. Eu amo como suas mãos tocam minha pele, e minha alma com uma delicadeza que só o amor tem. Essas mesmas mãos que me estapeiam quando digo besteira, me acariciam, e confortam. Eu amo a forma que seu cabelo cai no rosto, eu te deixam com um ar de criança levada. Com uma carinha de que quer carinho mesmo depois de destruir meu canteiro de flores. Eu amo cada sarda do seu rosto. Elas são como uma constelação, dando direção ao meu caminho. Eu amo o seu sorriso infantil, que tem sempre muito de mulher, e toda vez que abre um sorriso todo o resto esvanece como se nunca nem tivesse existido. Amo todas as possibilidades dos seus gestos, e sinais. Amo divagar sobre como você será quando tivermos nossos sessenta e tantos. Amo você em tantas maneiras que nem cabem mais em mim. Amo a sua boca, seu beijo, mas odeio o silêncio que encobre as palavras que não saem dela. Ultimamente tenho odiado também as palavras que fogem, e me atravessam, me ferem sem piedade. Mas mais do que todas as palavras e silêncios, odeio os seus olhos. Odeio a forma como você me vê. Odeio mais ainda quem eu sou pra você.