quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A tão falada felicidade...


Ando um tanto assustada com a intensidade com a qual sinto certas coisas, ultimamente. Tento controlar-me ao máximo, mas tem sempre aquele momento em que a dança do coração, seduz a razão, e essa se perde em meio ao compasso inebriante do que os poetas chamam de “Amor”.
Não, não queria me entregar dessa maneira! Mas enquanto eu exigia brandura, e mansidão do meu peito, ele ria, e gritava uma louca canção, que só me desenhava o rosto dela adiante dos olhos, e me fazia sentir o gosto, o cheiro, o toque... “E agora?” Gritou a razão! Gritou, e logo foi sufocada por memórias de um sentimento que a fez calar.
Não luto mais! Entreguei-me, e não há mais nada a se fazer. Não há mais do que fugir. Sou dela! Sou tão dela, que meu peito não mais responde a mim. Só a ela. Ao som da voz, do riso, ao olhar, ao cheiro, ao toque... Todo o meu mundo agora, reside em meio à vontade dela.
Nunca estive tão feliz, e sinceramente, temo essa felicidade toda. Parece q ela não me pertence. Não fazem parte de mim, todos esses sorrisos! E essa esperança de que o próximo dia será melhor? Nunca tive! Não sou eu, essa menina alegre, e otimista.. Mas sou! Sou ela em mim! E ela também não o é, mas é em mim... E assim o quero ser pra ela. Nela. Por ela.
Não espero mais do que o sentimento em si, exige. Não exijo mais do que o meu coração espera. A única coisa que meu peito precisa, é a esperança de que um dia, talvez, ela possa me olhar com o mesmo olhar com o qual a contemplo.

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